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13 agosto, 2012

A triste e breve estória do marinheiro que não podia morrer

Esqueci poemas incompletos
que narram a vida de um marinheiro
que não é daqui.
Não é de lugar algum.
Um marinheiro que não existe.

Dobro papel para fazer um barco
e fugir desde mundo,
mas quem disse que um navegante
pode subir às estrelas.

Transvio de pessoa em pessoa
entre bordas rasas e pensamentos
obtusos.
Não sou profundo também,
e mais calhorda ainda sou.
Finjo ser diferente.

Não consigo me afogar,
nunca ensine seu filho a nadar.
É por isso que as crianças
sonham em ser astronautas.
Pois marinheiro não consegue
morrer.

2 comentários:

sem nome disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
sem nome disse...

Olá Marinheiro, tenho visto que algumas fendas que sugiram em seu navio estão fazendo-o pensar que você não sabe como é navegar em mares turbulentos de sua imensa mente.
Meu caro por mais que eu não pertença aos mares, creio que compreendo, Mas não deixe que o mundo exterior afete seu imenso mar particular onde só pode entrar o que você permite.
Por mais que eu seja de uma galaxia distante e habite em uma estrela, eu observo com olhos atentos seu mar de minha galaxia e vejo que as ondas mais fortes estão indo embora aos poucos, e que talvez se você permitir que alguém que habita em uma estrela possa ajuda-lo a remendar essas pequenas-grandes fendas que estão surgindo em seu navio. E com tais fendas remendadas você pode, quem sabe voltar a enxergar quão excelente marinheiro você é.

abraços de alguém de uma galaxia distante.

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