Me desculpe.
Extirpei,
dilacerei.
E avistei suas entranhas.
Não vi o que queria ver,
vi apenas a melhor coisa
que eu deveria ver.
Vi seu coração.
Espiei teu passado,
como se não o pudesse te-lo.
És nova para mim,
mas não para dezenove anos de vida.
Eu queria a verdade,
mas procurei a mentira que inventei
e obter motivos,
motivos estes, que desconheço.
E afinal sempre foi assim,
procuramos dor no amor.
Verdades nas mentiras.
Queremos a certeza de estar certo
para preencher o vazio
deixado pelas emoções.
Queremos apenas um porto seguro,
com o farol para iluminar
enquanto nos aproximamos
e percebemos ser um bom lugar
para atracar nossos barcos.
31 outubro, 2011
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